Irão admite reabrir Estreito de Ormuz se Estados Unidos reduzirem pressão militar
O Governo do Irão manifestou a disposição de reabrir o Estreito de Ormuz num prazo de até sete dias, sob a condição de que os Estados Unidos da América reduzam a sua presença militar na região e suspendam o bloqueio imposto aos portos iranianos. A proposta surge num momento de elevada tensão, após quase sete meses de conflito armado no Médio Oriente, e coincide com novas ameaças de Washington de intensificar as sanções económicas contra Teerão.
A instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais vitais do mundo por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito global, tem provocado fortes oscilações nos mercados financeiros internacionais. Após o anúncio da possibilidade de reabertura da passagem, os preços do crude registaram uma ligeira descida, com o barril de Brent a fixar-se nos 97,73 dólares e o West Texas Intermediate a cair para os 92,40 dólares, aliviando temporariamente a pressão sobre a inflação global.
Paralelamente a esta abertura diplomática, a administração norte-americana continua a exercer uma forte pressão sobre o regime iraniano. Recentemente, o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçou paralisar as companhias aéreas do Irão, proibindo o fornecimento de combustível e serviços de aterragem em aeroportos internacionais sob pena de exclusão do sistema financeiro do dólar. Adicionalmente, novas sanções foram aplicadas a entidades financeiras parceiras, como o banco estatal russo VTB.
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- Published
- September 22, 2026
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- Correio Kianda
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- Correiokianda