MINSA chama antigos profissionais para ensinar e acompanhar os mais novos
O Ministério da Saúde (MINSA) está a chamar profissionais reformados, com muitos anos de experiência, para voltarem a contribuir para o sector, desta vez com a missão de ensinar, acompanhar e orientar os profissionais mais novos. A iniciativa pretende aproveitar os conhecimentos acumulados por médicos, enfermeiros, técnicos e outros especialistas que trabalharam durante décadas em […] O conteúdo MINSA chama antigos profissionais para ensinar e acompanhar os mais novos aparece primeiro em Correio
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O Ministério da Saúde (MINSA) está a chamar profissionais reformados, com muitos anos de experiência, para voltarem a contribuir para o sector, desta vez com a missão de ensinar, acompanhar e orientar os profissionais mais novos.
A iniciativa pretende aproveitar os conhecimentos acumulados por médicos, enfermeiros, técnicos e outros especialistas que trabalharam durante décadas em hospitais públicos, privados e do sector militar.
A proposta foi discutida durante um encontro de trabalho com especialistas provenientes do sector da Defesa, presidido pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, em representação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
Segundo o coordenador e gestor técnico da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (UIP-PFRHS), Job Monteiro, existem profissionais reformados com experiência que ainda podem dar um importante contributo à formação dos novos trabalhadores da saúde.
A ideia é fazer com que esses profissionais não sejam chamados apenas para atender doentes. O MINSA quer que também ensinem no local de trabalho, acompanhem os mais novos e transmitam conhecimentos adquiridos ao longo de anos de profissão.
Os antigos profissionais poderão trabalhar como formadores, tutores, mentores e supervisores técnicos, ajudando as equipas a melhorar a forma de organizar os serviços, aplicar procedimentos e lidar com situações clínicas mais complexas.
A iniciativa abrange várias áreas, incluindo medicina, enfermagem, diagnóstico e terapêutica, gestão hospitalar e outras especialidades ligadas à saúde.
Entre os especialistas identificados estão profissionais de Anestesiologia e Reanimação, Saúde Pública, Urologia, Anatomia Patológica, Laboratório e Otorrinolaringologia.
Alguns destes profissionais trabalharam em diferentes regiões do país e poderão ser chamados a prestar apoio fora de Luanda, sobretudo nas zonas onde existe maior falta de especialistas.
Para o MINSA, a experiência acumulada ao longo de muitos anos pode ajudar a preparar melhor quem está agora a entrar no sistema de saúde.
A aposta ganha importância num momento em que Angola está a aumentar a sua capacidade de atendimento com novas e renovadas unidades sanitárias. A construção de hospitais e a aquisição de equipamentos, segundo o próprio Ministério da Saúde, precisam ser acompanhadas por profissionais preparados para trabalhar com as novas tecnologias e garantir qualidade no atendimento.
Por isso, os profissionais mais experientes poderão acompanhar directamente as equipas nos hospitais, ajudar na aplicação de protocolos, supervisionar procedimentos e corrigir dificuldades encontradas no dia-a-dia.
O objectivo é também evitar que o conhecimento fique apenas com quem já está no fim da carreira. A experiência dos antigos profissionais deverá ser passada às novas gerações para que possa continuar dentro do sistema de saúde.
A estratégia está ligada ao Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, através do qual o MINSA pretende formar 38 mil profissionais até 2028. O programa prevê formação em Angola e no exterior, com maior peso para a formação realizada no país.
Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde indicam que o programa já beneficiou 21.713 profissionais, correspondentes a 57,13% da meta prevista para 2028. O Ministério pretende ainda que os profissionais especializados partilhem posteriormente os conhecimentos adquiridos com outros trabalhadores do sector.
A aposta na transmissão de conhecimento não se limita aos reformados. O MINSA tem igualmente reforçado a formação de novos especialistas e a criação de cursos em diferentes províncias. Só na área de enfermagem, estão previstas 4.800 vagas para especialização, incluindo áreas como saúde comunitária, emergência e trauma, nefrologia, cuidados intensivos e anestesiologia.
No caso dos profissionais reformados, o processo encontra-se ainda na fase de identificação dos interessados. Cada especialista deverá indicar a área em que pode ajudar e se tem disponibilidade para trabalhar em Luanda ou noutra província.
A selecção envolve a Direcção Nacional de Recursos Humanos, a UIP-PFRHS e o Gabinete da Ministra da Saúde, com articulação prevista com o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e o Ministério das Finanças.
Com esta iniciativa, o MINSA pretende transformar anos de experiência profissional numa espécie de ponte entre as gerações: quem passou décadas a trabalhar nos hospitais poderá agora ajudar a preparar quem está a começar.
Mais do que regressar simplesmente ao trabalho, a intenção é que estes profissionais deixem conhecimento, acompanhem os mais novos e ajudem a melhorar a qualidade dos serviços de saúde em todo o país.
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About this article
- Length
- 729 words · 4 min read
- Published
- September 15, 2026
- Byline
- Joaquim Mussungo
- Source
- Correiokianda