São Tomé e Príncipe regista rotura de stock de gasolina e petróleo doméstico
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O Governo de São Tomé e Príncipe confirmou publicamente a existência de uma rotura no abastecimento de gasolina e petróleo doméstico no país, uma situação que tem gerado forte preocupação entre a população local nos últimos dias. De acordo com os relatos dos cidadãos, a escassez destes produtos essenciais começou a fazer-se sentir de forma mais acentuada desde a passada quinta-feira, limitando a mobilidade e as actividades diárias no arquipélago.
Durante uma conferência de imprensa convocada para esclarecer a situação, o ministro da Economia e Finanças de São Tomé e Príncipe, Gareth Guadalupe, justificou que a escassez se deveu à falta de liquidez financeira imediata para viabilizar a compra dos combustíveis no mercado internacional. O governante explicou que as autoridades tentam sempre iniciar os processos de importação com a antecedência necessária, mas os fornecedores externos exigem a garantia de um montante mínimo antes de procederem ao envio do produto.
Apesar do cenário adverso, o ministro avançou com uma nota de optimismo ao assegurar que o Executivo conseguiu finalmente reunir os fundos necessários para desbloquear a operação financeira. De acordo com as previsões apresentadas por Gareth Guadalupe, estima-se que a gasolina possa chegar ao país num prazo de aproximadamente uma semana, normalizando progressivamente a distribuição nos postos de abastecimento.
Subvenções estatais sob forte pressão financeira
O titular da pasta das Finanças sublinhou ainda que o Estado santomense tem feito um esforço substancial para subvencionar os preços dos combustíveis desde o início da crise energética global, mitigando o impacto directo dos custos nos bolsos dos cidadãos. No entanto, alertou que esta política de subsídios poderá não ser sustentável a longo prazo devido às limitações orçamentais do país.
Gareth Guadalupe foi categórico ao afirmar que, caso a volatilidade e os preços elevados se mantenham nos mercados internacionais, o Governo será obrigado a repassar uma percentagem deste aumento de custos para o consumidor final. Como alternativa estrutural para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, o Executivo deposita fortes expectativas na conclusão de uma nova central fotovoltaica até ao final do ano, que terá capacidade para produzir cerca de 11 megawatts de energia limpa.
Acumulação de encargos e atrasos no pagamento de salários
Para além da crise energética, o ministro abordou abertamente as dificuldades que o Executivo tem enfrentado para honrar o pagamento pontual dos salários da função pública. Guadalupe esclareceu que os atrasos não se devem à falta de vontade política, mas sim à escassez real de recursos nos cofres do Estado, agravada pela coincidência de vários encargos financeiros inadiáveis no mesmo período.
Entre as despesas que sobrecarregaram o orçamento mensal, o governante destacou a aquisição de combustíveis em larga escala, o pagamento de subsídios de férias, a implementação de um ajuste salarial na administração pública e o financiamento das recentes eleições legislativas, autárquicas e regionais realizadas a 27 de Setembro. Recorde-se que o Tribunal Constitucional confirmou recentemente a vitória do partido de oposição, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), que elegeu 24 dos 55 deputados do parlamento nacional.
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- 526 words · 3 min read
- Published
- October 6, 2026
- Byline
- Correio Kianda
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- Correiokianda