Presidente da CCB defende "maior apoio público" para impulsionar a aquacultura em Cabo Verde

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O responsável destaca o potencial do país na produção de camarão e de espécies marinhas de elevado valor comercial, como o atum e o esmoregal.
“A aquacultura em Cabo Verde deixou de ser uma promessa abstracta ou uma mera nota de rodapé nos planos de desenvolvimento. É hoje um sector em plena afirmação, com projectos concretos, que nasceram e se consolidaram aqui mesmo na nossa ilha”, afirma.
Jorge Maurício aponta São Vicente como exemplo, onde já existem iniciativas de produção de camarão e projectos ligados à criação de espécies marinhas de elevado valor comercial, como o atum e o esmoregal.
A valorização do potencial marítimo, a criação de emprego qualificado, a atracção de investimento privado e a integração de novas tecnologias e de conhecimento científico estão entre as oportunidades associadas ao desenvolvimento da aquacultura.
Contudo, Jorge Maurício adverte que a consolidação da actividade exige condições para que as empresas possam aumentar a produção e alcançar escala, defendendo que a estabilidade dos quadros regulatórios, a celeridade dos processos de licenciamento, o acompanhamento técnico e o financiamento adequado são fundamentais.
“Sabemos que a aquacultura é uma actividade de capital intensivo, que exige prazos de maturação próprios, licenciamentos céleres, quadros regulatórios estáveis e um acompanhamento técnico e financeiro adequado”, afirmou, defendendo medidas que permitam remover obstáculos e criar melhores condições para os empresários e investidores”, assegura.
Para o presidente da Câmara de Comércio de Barlavento, o desenvolvimento do sector também responde aos desafios colocados pela pressão sobre os recursos pesqueiros selvagens, pelas alterações climáticas e pelas crescentes exigências de segurança alimentar.
“Temos de produzir, mas com inteligência, previsibilidade e muito rigor ambiental. A aquacultura oferece-nos, precisamente, essa ponte entre a conservação dos nossos recursos marítimos e o crescimento económico sustentável”, sublinha.
Jorge Maurício defende uma abordagem estratégica dos poderes públicos e uma maior articulação com o sector privado, de modo a acelerar o desenvolvimento da aquacultura em Cabo Verde.
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About this article
- Length
- 316 words · 2 min read
- Published
- October 15, 2026
- Byline
- Lourdes Fortes
- Source
- Expresso das Ilhas