85% do emprego em África é informal, alerta Massano
O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, alertou que 85% do emprego em África é informal. Durante a Cimeira da Indústria Financeira Africana, defendeu a digitalização para facilitar o acesso ao crédito. O conteúdo 85% do emprego em África é informal, alerta Massano aparece primeiro em Correio da Kianda - Notícias de Angola .
O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, alertou que cerca de 85% do emprego no continente africano se encontra no sector informal, uma realidade que limita a arrecadação fiscal e restringe o acesso ao crédito. As declarações foram feitas nesta terça-feira, em Luanda, durante a abertura da sexta edição da Cimeira da Indústria Financeira Africana (AFIS 2026).
Ao discursar no evento, que decorre pela primeira vez na África Austral e num país de língua oficial portuguesa, o governante defendeu a necessidade de os países africanos reforçarem a capacidade de mobilização de recursos financeiros e direccionarem o capital para investimentos produtivos, com foco na geração de emprego e melhoria das condições de vida das populações.
Para mitigar as barreiras impostas pela informalidade, José de Lima Massano apontou a digitalização dos serviços financeiros e a adopção de soluções baseadas em inteligência artificial. Segundo o ministro, estas ferramentas podem reduzir custos de transacção, aprimorar os mecanismos de avaliação de risco e alargar o financiamento a operadores sem garantias formais exigidas pelo sistema bancário.
Integração regional e sector bancário
Apesar de as receitas bancárias em África terem ultrapassado os 100 mil milhões de dólares em 2024, o governante observou que o financiamento ao sector privado permanece limitado em várias economias do continente. Massano sublinhou que a transformação económica depende de converter a poupança interna em investimento produtivo, impulsionar empresas competitivas e desenvolver infra-estruturas essenciais.
O ministro destacou também a urgência do aprofundamento da integração financeira regional para reduzir os custos dos pagamentos transfronteiriços. Entre as iniciativas citadas estão o Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) e os projectos de interligação dos mercados de capitais africanos.
Transformação estrutural de Angola
Ao abordar o cenário económico nacional, José de Lima Massano ressaltou que Angola vivencia um processo de transformação estrutural centrado na diversificação, abertura ao investimento e maior participação da iniciativa privada. Com base em projecções do Fundo Monetário Internacional de Abril de 2026, o país figura como a sexta maior economia de África, com um Produto Interno Bruto nominal estimado em 152 mil milhões de dólares.
O responsável concluiu destacando que o sector não petrolífero representa actualmente cerca de 85% do PIB angolano, com a agricultura e a pecuária a assumirem uma quota de aproximadamente 23% na estrutura económica do país.
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- 404 words · 2 min read
- Published
- November 3, 2026
- Byline
- Correio Kianda
- Source
- Correiokianda