Estado angolano leva a leilão 1,44% do BCA por 674,2 milhões de kwanzas
Operação realiza-se a 29 de Outubro, no âmbito do PROPRIV, e abrange 900.420 acções do Banco Comercial Angolano. O Estado angolano realiza esta quinta-feira, dia 29 de Outubro, um leilão electrónico para alienar uma participação de 1,44% do capital social do Banco Comercial Angolano (BCA), com um preço-base de 674,2 milhões de kwanzas, no âmbito […]
Operação realiza-se a 29 de Outubro, no âmbito do PROPRIV, e abrange 900.420 acções do Banco Comercial Angolano.
O Estado angolano realiza esta quinta-feira, dia 29 de Outubro, um leilão electrónico para alienar uma participação de 1,44% do capital social do Banco Comercial Angolano (BCA), com um preço-base de 674,2 milhões de kwanzas, no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV).
A operação, conduzida pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), envolve 900.420 acções e insere-se na estratégia do Governo de reduzir a sua participação directa no sector empresarial e reforçar o papel dos investidores privados na economia nacional.
O procedimento foi aberto através de concurso público, estando a adjudicação prevista para o concorrente que apresentar a proposta de maior valor, nos termos definidos para a operação. O processo salvaguarda igualmente os eventuais direitos de preferência legalmente aplicáveis.
A alienação integra o programa de privatizações para o período de 2023 a 2026, actualizado pelo Governo, que contempla a venda de participações estatais em empresas de diferentes sectores da economia angolana.
Banco conta com mais de 84 mil clientes
O BCA apresenta uma rede de 35 agências e uma carteira superior a 84 mil clientes, com presença em várias províncias do país. Estes indicadores constituem parte do enquadramento comercial da instituição, cuja actividade se desenvolve num mercado bancário marcado pela concorrência e pela necessidade de diversificação dos serviços financeiros.
Para os potenciais compradores, a aquisição representa uma entrada minoritária no capital de uma instituição financeira angolana. A avaliação da oportunidade dependerá, contudo, de factores como a evolução dos resultados, a qualidade dos activos, a capacidade de geração de receitas e as perspectivas de crescimento do banco.
Em 2025, o Banco Comercial Angolano registou um resultado líquido de 9,49 mil milhões de kwanzas, abaixo dos 9,71 mil milhões contabilizados no ano anterior, apesar de o activo total ter aumentado para 167,88 mil milhões de kwanzas, segundo dados divulgados pela imprensa económica angolana.
Os números mostram uma evolução distinta entre a dimensão do balanço e a rentabilidade, aspectos que poderão ser considerados pelos investidores na análise do valor económico da participação colocada à venda.
Privatizações e mercado de capitais
A venda das acções do BCA enquadra-se nos esforços das autoridades angolanas para dinamizar o mercado de capitais e alargar a base de investidores, através da alienação de activos e participações sob controlo público.
Embora a parcela em causa corresponda a apenas 1,44% do capital social, a operação permite ao Estado dar continuidade à transferência de activos para investidores privados e obter receitas com a sua alienação.
O resultado do leilão permitirá avaliar o interesse dos investidores nesta participação e o valor que o mercado está disposto a atribuir às acções, tendo em conta as condições financeiras e as perspectivas da instituição.
A concretização da venda dependerá do cumprimento dos procedimentos legais e regulamentares aplicáveis, incluindo as exigências de supervisão do sector bancário.
Mais do que o valor arrecadado pelo Estado, a operação coloca em evidência o papel das privatizações na reorganização da carteira de activos públicos e na participação do capital privado no sistema financeiro angolano.
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- 516 words · 3 min read
- Published
- October 28, 2026
- Byline
- Anette
- Source
- Mercado