Mbuzini: inspiração para a paz
A região de Mbuzini, nos montes Libombos, província de Mpumalanga, na República da África do Sul, local onde perderam a vida o primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel e outras 34 pessoas que o acompanhavam, tornou-se um dos destinos de interesse para os moçambicanos e não só.
Para lá chegar, basta atravessar a fronteira de Ressano Garcia, num percurso de cerca de 70 quilómetros de estrada asfaltada, dos quais uma parte em forma de caracol, lembrando o acesso à vila de Songo, na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, em Tete, o que requer ter uma viatura em boas condições.
Nos últimos anos, a região está a desenvolver-se, com a construção de algumas infra-estruturas públicas, mormente escolas, hospitais e casas melhoradas, atraindo cada vez mais pessoas a fixarem-se.
O MONUMENTO
Para imortalizar Samora Machel, os governos de Moçambique e da África do Sul ergueram um monumento histórico, inaugurado a 19 de Janeiro de 1999, pelo líder histórico do Congresso Nacional Africano (ANC), Nelson Mandela, e o então Presidente de Moçambique, Joaquim Chissano.
Declarado Património Nacional em 2006, o museu apresenta um espólio constituído por fotografias e destroços remanescentes da aeronave Tupelov- 134, na qual viajavam os mártires de Mbuzini, naquele fatídico dia 19 de Outubro de 1986.
Trata-se de uma área onde estão implantados os 35 tubos de aço, em representação de todas as pessoas que perderam a vida, um edifício onde estão as fotografias dos perecidos, mas o mais impressionante é o local a céu aberto onde está o motor do avião, desde a sua queda em 1986 até hoje. Leia mais…
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- Length
- 281 words · 1 min read
- Published
- October 25, 2026
- Byline
- Domingos Nhaúle
- Source
- Jornal Domingo