Executivo procura respostas para dificuldades cambiais das empresas nacionais
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O Executivo angolano está a procurar respostas para as dificuldades de acesso a divisas enfrentadas pelas empresas nacionais que operam no sector petrolífero, com particular incidência nas actividades ligadas ao conteúdo local.
A informação foi avançada pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, durante uma reunião, em Luanda, com associações empresariais e operadores do sector, que analisou os constrangimentos no acesso à moeda estrangeira e o regime cambial aplicado ao conteúdo local.
Segundo José Barroso, estão a ser estudadas duas propostas para reduzir as dificuldades cambiais e criar condições para o desenvolvimento de uma indústria nacional de apoio ao conteúdo local. A intenção é diminuir, de forma gradual, a dependência de divisas por parte das empresas nacionais.
O governante explicou que, apesar dos apelos para a revisão da Lei n.º 2/12, uma alteração profunda do diploma implicaria mudanças noutros instrumentos legais. Por essa razão, o Executivo está a avaliar soluções que possam ser implementadas de forma mais rápida para responder aos constrangimentos existentes.
A presidente da Associação de Empresas Autóctones para a Indústria Petrolífera de Angola, ASSEA, Berta Issa, saudou a iniciativa e defendeu a adopção urgente de medidas concretas para garantir que as empresas nacionais consigam cumprir os compromissos assumidos nos contratos.
A responsável alertou que as dificuldades de acesso a divisas podem provocar atrasos de quatro a seis meses nos pagamentos ao exterior, situação que poderá afectar a competitividade e a credibilidade das empresas angolanas.
Também preocupado com os efeitos das actuais condições cambiais está o presidente da Câmara de Comércio EUA-Angola, Pedro Godinho. O responsável considera que as limitações no acesso a divisas e ao financiamento podem colocar as empresas nacionais em desvantagem perante as estrangeiras.
Pedro Godinho defendeu, por isso, a revisão da Lei n.º 2/12 como uma das medidas para reforçar a participação das empresas angolanas no sector petrolífero, proteger postos de trabalho e criar melhores condições para o desenvolvimento do empresariado nacional.
A reunião juntou representantes do Executivo, associações empresariais e operadores do sector petrolífero, num esforço de identificação de soluções para os constrangimentos cambiais que afectam as empresas nacionais e de criação de condições para o fortalecimento do conteúdo local.
José Barroso participou no encontro em representação do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo.
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- Length
- 401 words · 2 min read
- Published
- September 17, 2026
- Byline
- Manuel Camalata
- Source
- Correiokianda