Congresso que elegeu Carlito Roberto aprofunda divisão interna na FNLA
A eleição de Carlito Roberto para a presidência da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), durante o II Congresso Extraordinário, realizado nos dias 30 e 31 de Outubro, em Luanda, aprofundou a divisão interna no partido, com duas alas a reivindicarem legitimidade para dirigir a organização fundada por Holden Roberto. Filho do fundador da […] O conteúdo Congresso que elegeu Carlito Roberto aprofunda divisão interna na FNLA aparece primeiro em Correio da Kianda - Notícias de Angola .
A eleição de Carlito Roberto para a presidência da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), durante o II Congresso Extraordinário, realizado nos dias 30 e 31 de Outubro, em Luanda, aprofundou a divisão interna no partido, com duas alas a reivindicarem legitimidade para dirigir a organização fundada por Holden Roberto.
Filho do fundador da FNLA, Carlito Roberto foi eleito com 427 votos, correspondentes a 60,31% dos votos expressos, num congresso que contou com mais de mil delegados e cinco candidatos à liderança.
O conclave foi promovido por uma ala do Comité Central que contestava a permanência de Nimi-a-Simbi na presidência, alegando incumprimento dos estatutos do partido e das orientações constantes do Acórdão n.º 1134/2026 do Tribunal Constitucional.
Os promotores do congresso sustentam que o Comité Central deliberou o afastamento de Nimi-a-Simbi e decidiu convocar uma reunião extraordinária para eleger uma nova direcção. A ala liderada por Ndonda Nzinga acusava o então presidente de se recusar a convocar uma reunião do órgão para discutir a situação interna da organização.
Em sentido contrário, Nimi-a-Simbi rejeitou a legitimidade do congresso e reafirmou que apenas o presidente em exercício, democraticamente eleito e reconhecido pelo Tribunal Constitucional, tem competência para convocar um congresso.
O dirigente mantém a convocação do VI Congresso Ordinário da FNLA para os dias 25, 26 e 27 de Novembro, em Luanda, no qual pretende concorrer à própria sucessão.
A disputa ganhou novos contornos esta quarta-feira, 4, depois de o secretário-geral da FNLA, Aguiar António Laurindo, considerar ilegal e sem validade estatutária o congresso que elegeu Carlito Roberto, acusando Ngola Kabango de promover a usurpação de poderes e contribuir para o agravamento da crise interna.
Aguiar Laurindo afirmou que as divergências começaram duas semanas depois do V Congresso Ordinário, que elegeu Nimi-a-Simbi, e acusou Ngola Kabango de ter rejeitado a unidade e a reconciliação internas.
Com a eleição de Carlito Roberto e a manutenção de Nimi-a-Simbi na liderança da outra ala, a FNLA enfrenta um cenário de divisão política e organizativa, marcado por interpretações divergentes dos estatutos e pela disputa em torno da legitimidade dos órgãos de direcção.
A definição da representação legítima do partido poderá depender dos mecanismos estatutários e de eventuais decisões do Tribunal Constitucional.
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- 389 words · 2 min read
- Published
- November 4, 2026
- Byline
- Queirós Chiluvia
- Source
- Correiokianda