Cuanza Sul, Cuando, Cubango e Cuanza Norte lideram gráfico de gravidez na adolescência
As províncias do Cuanza Sul, Cuando-Cubango e Cuanza Norte apresentam os níveis mais elevados de gravidez na adolescência em Angola, com prevalências de 51,4%, 44% e 41,3%, respectivamente, segundo o Relatório Temático sobre Fecundidade na Adolescência, apresentado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os dados, referentes ao Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS) […] O conteúdo Cuanza Sul, Cuando, Cubango e Cuanza Norte lideram gráfico de gravidez na adolescência aparece p
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As províncias do Cuanza Sul, Cuando-Cubango e Cuanza Norte apresentam os níveis mais elevados de gravidez na adolescência em Angola, com prevalências de 51,4%, 44% e 41,3%, respectivamente, segundo o Relatório Temático sobre Fecundidade na Adolescência, apresentado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os dados, referentes ao Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS) 2023-2024, mostram fortes diferenças entre as províncias e indicam que, apesar da redução registada a nível nacional, algumas regiões continuam a apresentar taxas elevadas de gravidez entre raparigas dos 15 aos 19 anos.
O Cuanza Sul apresenta a maior prevalência do país, com 51,4%. O resultado significa que mais de metade das adolescentes abrangidas pelo estudo naquela província já tinha engravidado. A proporção é cerca de 3,6 vezes superior à registada em Luanda, onde a prevalência foi de 13,9%.
No Cuando e Cubango, a prevalência situou-se em 44%, enquanto no Cuanza Norte atingiu 41,3%. O Bengo também merece atenção, por ter registado um aumento de 2,7 pontos percentuais no período analisado.
Em contraste, Luanda apresenta o nível mais baixo. A prevalência na capital passou de 21,2% no IIMS 2015-2016 para 13,9% no IIMS 2023-2024. O relatório aponta que esta diferença pode reflectir, entre outros factores, maior acesso aos serviços de saúde e à educação.
Apesar das diferenças entre as províncias, o país registou uma redução global da gravidez na adolescência. A prevalência nacional passou de 34,5% para 27,1% entre os dois inquéritos, uma queda de 21,5%.
Também foram registadas reduções expressivas em Malanje, com menos 24,4 pontos percentuais, na Lunda Sul, com menos 23,2 pontos, na Huíla, com menos 19,7, e no Cunene, com menos 14,6 pontos percentuais.
O relatório indica ainda que a gravidez na adolescência é mais frequente nas áreas rurais e entre raparigas sem nenhum nível de escolaridade, evidenciando diferenças relacionadas com as condições sociais e o acesso a serviços.
A taxa de fecundidade entre adolescentes dos 15 aos 19 anos também caiu, passando de 163 nascimentos por mil adolescentes no IIMS 2015-2016 para 122 por mil no IIMS 2023-2024, uma redução de 25,2%.
A queda foi maior nas áreas urbanas, onde chegou a 33,3%, enquanto nas zonas rurais foi de 18,4%. Mesmo depois da redução, a fecundidade nas áreas rurais permanecia elevada, com 195 nascimentos por mil adolescentes em 2023-2024.
Para o INE, os resultados mostram progressos na redução da gravidez na adolescência, mas as diferenças entre as províncias exigem respostas ajustadas às realidades de cada região.
O instituto defende estratégias que promovam a permanência das raparigas na escola, previnam o casamento precoce, ampliem o acesso dos adolescentes aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e enfrentem normas sociais que contribuem para a gravidez precoce.
O relatório foi elaborado pelo INE com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).
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About this article
- Length
- 497 words · 2 min read
- Published
- September 16, 2026
- Byline
- Joaquim Mussungo
- Source
- Correiokianda